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Amados filhos. 
Hare Khrishnah! Este é um espaço de paz interior. Vocês vão
ver. Após algumas dezenas de encarnações, perdi a cerimônia
das meias-palavras e resolvi criar este site onde as coisas
terão o seu nome escritos corretamente, com alguma ternura
no entanto.
Aqui na página, favela não é comunidade. Somos todos pretos e
não há afro-descendente coisíssima nenhuma no Brasil. Isto é
frescura e falta do que fazer (uma lage para virar, um tanque de
roupas sujas para lavar, por exemplo).
Puta deixa de ser garota de programa para voltar
a ser vagabunda mesmo. Homossexual, ou homensexual como
falam os porteiros aqui na Índia, volta à antiga
nomenclatura de veado, bicha ou tôla, assim com acento mesmo (embora
esteja errado).
As excelências das duas casas de tolerância em Brasília
largam desta frescura de “prevaricação” para assumirem o
nome mais honesto de ladrão. Não vamos esquecer, esteja
claro,
os nordestinos e voltar com eles para a sua denominação
correta: paraíbas ou baianos, como queiram.
Também terão espaço garantido no pelouro da
verdade os gordos, os carecas, os chatos, os bêbados, os de
mau-hálito e os de maus hábitos. Os huguenotes e demais
santarrões, os aborígines, os famosos, a mulher - essa
máquina de foder, dentro de uma fábrica de aporrinhações -
além de outras categorias.
Aqui, qualquer bom-moço está fodido. Madre Teresa de Calcutá (lembram?), Betinho (lembram?)
ou qualquer outro imbecil que faça ou tenha feito campanha
ou protesto “a favor”
de alguma coisa está mesmo fodido.
Ser contra um George Bush
é muito fácil. Difícil é aturar um D. Paulo Evaristo Arns,
um Suplicy, um Airton Sena quando era vivo, um Pelé, um
Arnaldo Jabor e por aí vai e não pára nunca mais. Ô raça de
filhas das putas!
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