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                  Condoleezza, um estudo em amarelo.

                    Figurantes, essas figuraças...

Pelo espírito de Tião Macalé

 Você já observou que nos filmes enlatados americanos o capitão dos detetives ou mesmo o juiz é sempre um negro? Tudo mentira, tudo figurante! Aparecem durante 10 segundos - num papel totalmente fora da realidade - e o filme continua… tocado pelos atores que eles, do sistemão, querem... Bem que a gente gostaria que em vez dessas encenações o negro tivesse realmente um espaço mais justo na nossa sociedade. Em vez disso, tome hipocrisia! É a maldição do “politicamente correto”, essa baboseira inventada pelos que têm apenas pruridos de consciência e muita, muita falsidade. E o que eu acho pior nisso tudo: o negro como algoz do negro. É o caso desta senhora, Condoleezza Rice (foto). Ela é um exemplo (mau). Ocupa hoje um cargo que já foi do poderoso Henry Kissinger. É a única que parece acreditar na farsa: ela e mais ninguém! Neste ínterim, vai metendo bronca, fazendo o que o bandido texano manda (mas age como se tivesse algum poder de decisão, ela, um simples fantoche). Garanto que já arranjou um jeito de casar com um branco-azedo. O Cofi Annan que o diga - outro figurante e que é casado com uma loura de farmácia. Eu digo: isto é racismo! Alguém já viu a dona Condoleezza no Harlem? Não, ela tem horror a essa gentalha. O negócio dela é bombardear terceiromundista, é agir como paladino do american way of life. Por que o Bush não coloca alguém tão ativo quanto a dona Condeleezza nos assuntos internos - para, por exemplo, tratar dos problemas da destruição de Nova Orleans? Eu, se fosse a dona Condoleezza, aproveitava o fato de ser tão competente, arrumava as malas, pedia demissão do cargo atual e ia correndo ajudar os irmãozinhos desabrigados pelo furacão - e que estão até a presente data esquecidos: é só assistir ao grande documentário-denúncia de Spike Lee, o único americano inteligente. Mas não: ela foi guindada do mais absoluto anonimato para um dos mais importantes cargos do Mundo e... aceitou! Eu não sei o que achar pior no governo americano neste caso: a irresponsabilidade da escolha ou o descaramento de usar figurantes para fazer o trabalho sujo e, ainda por cima, dar aquela de que pôs alguém da minoria no poder. Essa senhora vendeu a alma ao satânico George Bush. Já está comprovado e admitido até pelos políticos americanos - que são meritoriamente os mais burros e vazios do sistema solar - a farsa da invasão do Iraque, só para dar um exemplinho... O que parece isto? Assalto armado institucional e internacional? E se um dia eles resolvem fazer o mesmo com o Brasil? Já pensou a Condoleezza dizendo que o Brasil faz parte do eixo-do-mal e ocupando a Amazônia? E é por essa e outras, muitas outras, que a América deixou de ser amada e agora é alvo do mais sangrento - e, no entanto, compreensível - ódio, rancor, desejo de vingança, que eles (americanos) chamam de fanatismo. Nojenta, tchan!

O GORDO, ESTE SER ESPAÇOSO

Relatório da OMS indica que mais de 40% da população mundial está acima ou muito acima do peso médio ideal. São aquelas pessoas que pagam somente uma passagem e querem ocupar dois assentos no avião: o dela e o seu. Outro problema sério é que podem embarreirar os locais estreitos e obstruir a saída de emergência de um cinema, de um avião e até mesmo de todo um prédio. Nos EUA, deu no jornal, os gordos já entraram na justiça - e ganharam - para terem poltronas especiais nos vôos domésticos. Poltronas especiais é um eufemismo para ocupar com uma poltrona - a do gordo - o lugar que era de três outras... Também bem feito para as companhias aéreas, essas cafetinas do setor de transportes. Antigamente a gente era feliz e nem desconfiava... Andávamos de Boeing 707, um espaço imenso para as pernas e para recostar as poltronas. A comida? Fumegante, servida em pratos de porcelana, talheres de verdade, bebidas finas. Tomavam-se porres pantagruélicos a bordo, por conta do preço da passagem. Agora... filhas das putas! O preço das passagens caríssimo, você faz uma viagem transcontinental entalado numa poltrona de ônibus, comendo uns sanduíches vergonhosos, refrigerante quente, comissária de mau-humor... Numa viagem recente, Rio de Janeiro-Fortaleza, pela TAM, desci do avião e fui direto para uma clínica ortopédica. É o mundo atual: tantas coisas! Eu estava falando sobre gordo e acabei em aviação. Excesso de informações, excesso de gente, a gente sendo invadida e invadindo por todo lado... Caso de hospício, internação. Visitas proibidas. É a vida, esta bosta!

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