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O Ópio
do povo... |
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E
a maconha também!
Você gosta de futebol? Eu já gostei, mas agora odeio e muito.
Para começar, não temos mais seleção e sim um bando de
pagodeiros pernas de pau que somente têm uma visão de jogo:
dinheiro, dinheiro e mais dinheiro! A grana do clube gringo,
da Nike, dos anúncios avulsos de picolé, água sanitária,
desodorante ou do que vier. Ninguém joga para mais para
ninguém e ninguém joga mais com ninguém. É cada um por si,
de olho na própria conta bancária. Fica difícil assistir. É
desgosto garantido, decepção líquida e certa. Tudo, tudo,
tudo menos futebol. E como se não bastasse, os jogadores que
ainda ficaram no país são o restolho. É como o café: os
melhores grãos a gente exporta e o refugo fica para consumo
interno. Falando nisso: você já tomou um café brasileiro em
qualquer boteco no exterior? É bom, muito bom. Mas não é
vendido no Brasil. E as conseqüências do futebol de hoje?
Ajuntamentos de maus-espíritos nos botequins para disputar
quem guincha mais. Um simples Botafogo x Fluminense, numa
quarta-feira, ambos os times na rabeira do campeonato
estadual, é o que basta para provocar urros descontrolados
na canalha que está assistindo! Grita a gente miserável: sem
dentes, sem banho, sem esperança de uma vida melhor. Grita o
explorado, o escravizado que trabalha no pesado e mal ganha
o suficiente para comer. Grita porque quer ser campeão. E
justamente essa pobre gente é quem acaba - por caminhos
enviesados - enchendo os bolsos desses jogadores desalmados,
dessas rameiras de chuteiras. Esse público desenganado e
enganado é quem compra os produtos vagabundos anunciados nas
partidas de futebol. Volta e meia tem conflito com mortes.
Os jogadores, esses dificilmente brigam em campo. Jogam sem
alma, jogam alugados, jogam sem amor. Melhor não ver. |
Drogas:
descriminalizar? Depende...

As drogas leves e espiritualizantes são usadas desde tempos
imemoriais e parece-me idiotice a sua proibição. Mas
também é foda: tudo depende do usuário... se o cara é um
salafrário até mesmo uma cervejinha pode ser perigosa.
Este não é o caso do meu querido amigo Irajá-maica, o
Rajah (foto). Quanto tempo, ein Rajah…? Lembra da gente
detonando nos shows do Relax Baghas? Se por acaso achar
este site nas quebradas, mande um e-mail transcendental
e a gente marca lá em Mauá para matar a saudade e um
charrão também! Agora, retomando o fio da meada: Há
tráfico porque há demanda (e muita). Se venderem nas
farmácias, sem misturas e bem em conta, quem não usa não
vai comprar e quem usar vai pagar impostos - que depois
serão desviados, é claro. O principal é esvaziar as
bocas de fumo perigosíssimas que se espalham por onde
dever-se-iam espalhar bibliotecas populares e centros
sociais. Acabado esse grande negócio vai ter muito
agente da lei e da ordem tendo uma queda vertiginosa no
padrão de vida e não podendo mais comprar CD de pagode.
Também não poderão mais, os malditos, transformar o som
do carro em bate-estacas e nos fazer ouvir a música de
péssimo gosto que eles colocam, bem embaixo da nossa
janela.. Haverá choro e ranger de dentes. Vai ser foda!
Então, os caras vão procurar outro negócio criminoso,
levando os seus fuzis AR-15, granadas e pistolas
fornecidas pela polícia, além dos demais petrechos
bélicos - porque bandido agora está usando colete a
prova de balas, por insistência da família e - outros -
são evangélicos e fazem orações antes do assalto (isto é
sério). Conclusão: nenhuma. |
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