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Um ano
sem Bhumda |
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Estamos comemorando um ano sem Bhumdah. O esporte está ainda
de luto pelo seu desaparecimento trágico. Comentarista
jocoso e amante dos esportes radicais, foi o criador do
big-jump sem elástico - modalidade da qual foi o primeiro (e
o último) praticante. Seus comentários fizeram época no meio
esportivo. Foi ele o primeiro a observar em cadeia nacional
de rádio e televisão que os jogadores da seleção brasileira
pareciam mais prostitutas ávidas por dinheiro do que um
time de futebol. Foi ele quem exortou o jogador Kaká a ir
lavar um tanque de roupa suja para o marido. Foi ele também
que, siderado por um patriotismo de oitavas-de-final, chamou
o jogador Ronaldinho Gaúcho de
"morcego bocudo filho da puta". Tinha um grande estilo, além de não ter
papas na língua. Era obstinadamente contra o mau costume de
comentarista esportivo fazer comentários sobre a morte da
sogra da cunhada de um jogador qualquer em plena
transmissão. Grande Bhumdah! Deveria virar nome de estádio -
do Maracanã, por exemplo. Mas não: ninguém conhece! Começou
como comentarista esportivo de rádio comunitária - daquelas
em que o sistema de transmissão consta de uma porrada de
fios passando por cima dos barracos da favela - perdão,
comunidade. Com muito talento sobressaiu na vida e passou a
fazer os artigos de fundo do
Jornal de Inhaúma,
onde acabou adquirindo alguma notoriedade. No ápice da
carreira foi trabalhar numa grande emissora de televisão, no
departamento esportivo, servindo cafezinho. Durante a última
copa do mundo tentou aconselhar os locutores e comentaristas
esportivos a mudarem de tom, a prestarem atenção nos jogos e
pararem de conversar. Não adiantou nada: era uma voz
pregando no deserto. Só posso comparar Bhumdah a Lima
Barreto: um talento magistral, vivendo em estado miserável e
trabalhando como subalterno de imbecis. Descanse em paz,
Bhumda! E que a frases de exortação que este herói do
esporte e do comentarismo esportivo proferiu possa servir de
exemplo aos fuxiqueiros que ficam tricotando durante as
transmissões de futebol. |
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Jovens:
correr ou não correr...
O acidente em que 5 jovens perderam a vida, ocorrido
recentemente na Lagoa-RJ, nos dá o que pensar. Vamos
parar e pensar: Imediatamente começou uma campanha pela
vida etc. etc., porque os imbecis de plantão estão
sempre prontos a fazerem campanhas e protestos a favor
de alguma coisa. Caralho! Protesto só se faz CONTRA,
nunca a favor de qualquer pessoa ou coisa. Campanha, só
de vacinação e olhe lá… Além do mais, o rapaz que estava
dirigindo andava aí pelos 140 km/h - numa pista onde a
velocidade aconselhável é de 60 km/h. Estava a poucas
quadras de sua residência. Para que essa pressa toda? Um
jovem com 18 anos recém feitos já ganha um carrão
importado, enquanto uma multidão de outros tem que
contentar-se com um Gol do ano! É um absurdo. Os quatro
outros ocupantes do carro, quase que se pode dizer,
foram assassinados pela fúria exibicionista daquele que
dirigia. Isso ninguém falou... Foi um desperdício de
vidas, é uma pena, mas... Quando um irresponsável faz
uma dessas, não seria melhor se estivesse sozinho no
carro?
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