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Auto-ajuda: Goles de sabedoria

Por Bhopal Dhentro - O Cachaça

 Era uma vez um pavão muito lindo, que vivia num vale encantado rodeado de belezas sem igual. Passava seus dias na maior tranqüilidade, sem preocupações de ordem alimentar ou mesmo sexual. De manhã, bem cedinho, tomava o seu breakfast muito variado e já mandava umazinha, para matar o bicho. Depois, tomava outra, no final, que era "para atestar". Por volta do meio-dia, Jarbas, o mordomo, servia um rico almoço composto de pratos variados e perfumados. Depois da sesta - porque ninguém é de ferro - o nosso lindo pavão percorria o seu harém dando uma assistência às mais gostosas de suas concubinas - já que o pavão da nossa história, apesar de muito vaidoso e cheio de mimos, era guerreiro. O tempo foi passando e o lindo pavão desfrutando sua vida maravilhosa sem preocupações com o futuro, que chegava rapidamente. Um belo dia, a campainha da mansão tocou e Jarbas, o mordomo, foi atender. Era um avestruz, rude, sem educação e mal vestido. O intruso perguntou a Jarbas, o mordomo: por que só o pavão tem esse casarão com piscina, pavoas nuas por toda parte e uísque escocês à vontade? Jarbas, o mordomo, adotou a sua posição de aconselhamento espiritual e respondeu: Porque ele estudou, meu filho. Se formou na Estácio! Moral da história: Se você não gostou desta historinha, que aliás saiu de grátis aqui no site do meu amigo Sri, por que então compra os livros do Paulo Coelho, que vem a ser a mesma merda? Só porque neles tem ensinamento meloso?

 

Um belo trabalho do taxidermista!

Para quem não sabe, taxidermia é aquele trabalho de empalhação (não confundir com empulhação) que se faz quando o nosso sabiá morre e a gente quer tê-lo ali por perto, como se ainda estivesse vivo. Os russos eram muito bons nisso e fizeram um ótimo trabalho no Lênin. No Fidel não ficou mal. De lambuja a taxidermia ainda está ajudando no processo de sucessão na realeza cubana - a enésima do Caribe e uma das várias do comunismo internacional. Vai receber o cetro D. Raulzito I, primeirão na linha sucessória da família imperial. Ernesto Che Guevara, que não deixou descendentes diretos do sexo masculino, teve as pretensões do seu ramo familiar desconsideradas. Como o sanguinário guerrilheiro da foto que mais encheu o saco da humanidade não está presente, ninguém é páreo para Raul. Assim mesmo, para garantir, Raul I, que ainda não foi coroado e permanece solteiro, está procurando uma aliança - através do casamento com alguém de outra casa real. No momento a união mais bem cotada é com o Principado de Mônaco, cuja herdeira Caroline está sem homem no momento, é boa reprodutora - já teve filhos de todo mundo, até de porteiro - e não está podendo desprezar os bilhões de dólares aos quais a revista Forbes fez referência... Em se tratando de uma monarquia, é de bom tom e não poderia faltar o bobo da corte, Hugo Chavez, conhecido em Cuba como El fanfarón...

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